CNA

Federações do Mercosul seguem em busca de derrubada de barreiras para o acesso a novos mercados

Crises políticas e retirada da vacina da aftosa foram assuntos debatidos em encontro na Casa da Farsul


- (André Feltes / Agência Preview)

O grupo Farm - Federação de Associações Rurais do Mercosul - esteve reunido nesta quinta-feira, 29/08, na Casa da Farsul. A reunião contou com a presença do presidente da CNA, João Martins, que falou sobre a importância da união do bloco para o acesso aos mercados internacionais: "Precisamos pensar em termos de América do Sul, pois assim conseguimos escala para os nossos produtos. Não estamos mais restritos a representar apenas o produtor rural. Nós temos uma área internacional e precisamos agir como agentes comerciais lá fora. A América Latina tem o papel fundamental de alimentar o mundo", afirmou.

O grupo teve a presença de presidentes de Federações de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Mudanças políticas, como a que está acontecendo na Argentina, causam certa apreensão no grupo em relação aos avanços das agendas de liberalização. O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, afirmou que é importante focar na equalização dos preços dos insumos entre os países, já que o produtor brasileiro arca com custos de produção maiores em razão dessa diferença de preços.

 A questão da imagem do Brasil no Exterior também foi levantada e os presidentes das Federações dos países vizinhos reiteraram a sua confiança na agropecuária brasileira e na habilidade do País de solucionar problemas internos.

Outro assunto abordado, foi a questão da febre aftosa. O Brasil está seguindo um calendário de retirada da vacina com o objetivo de acessar novos mercados, já que o status de país livre da aftosa sem vacinação amplia a gama de países que poderiam receber a carne brasileira. Representantes da Argentina, Uruguai e Paraguai ressaltaram que não consideram oportuno fazer a retirada em seus países e questionaram a relação entre os ganhos com novos mercados e o custo com a ampliação do controle e vigilância que seriam necessários para dar conta de um rebanho não imunizado, mas reafirmaram o respeito à decisão brasileira de retirar a vacina. 

 

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